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A cabeça e os chifres dos caprinos

A cabeça e os chifres dos caprinos, DESTAQUES 9 de outubro de 2018

A cabeça e os chifres dos caprinos

Na cabeça dos caprinos, encontramos os órgãos dos sentidos da visão, da audição, do paladar e do olfato, isto é, olhos, ouvidos, boca e narinas. É relativamente comprida, larga ou estreita, com a testa apresentando perfil retilíneo, côncavo ou convexo, de acordo com a raça.

A cabeça da fêmea é mais fina e delicada, sendo maior, mais grossa e mais “feia” no macho. Seu tamanho está relacionado, não só ao sexo, mas também à raça, podendo ser fina, pesada, de pele grossa, com ou sem “marrafa”, com ou sem chifres, etc. Pode apresentar a barba ou cavanhaque, tanto em machos quanto nas fêmeas, dependendo da raça a que pertença o animal.

É na cabeça que se encontram os chifres, quando o caprino não é mocho ou descornado. Também na cabeça, junto às bases dos chifres ou de onde eles estariam, se o animal não fosse mocho, encontramos as glândulas de Schietzel, que segregam um líquido especial, produzindo o famoso “cheiro de bode” ou budum. São consideradas como fazendo parte do aparelho reprodutor, pois o cheiro por elas produzido excita sexualmente as cabras.

Chifres

Sua presença ou sua ausência natural, em caprinos, reveste-se de grande importância, pois está diretamente relacionada com um sério problema na criação de cabras: o falso hermafroditismo e, em conseqüência, à reprodução desses animais, pois afetam a sua fertilidade e esterilidade, sua produção e, finalmente, os resultados zootécnicos e econômicos. É um problema hereditário, passando de pais para filhos.

O mecanismo dessa transmissão, resumidamente, se processa da seguinte maneira, para que os caprinos nasçam mochos ou chifrudos. No espermatozóide (célula sexual masculina) e no óvulo (célula sexual feminina), são encontrados determinados elementos e sempre nas mesmas quantidades para cada espécie animal, chamados cromossomos. Cada cromossomo possui certos elementos determinados genes, que são os responsáveis pelas características dos animais que os produziram como, por exemplo, gene para olhos claros, para chifre, gene para a cor dos pêlos, etc.

Como o ovo é formado pela fecundação, ou seja, a união do espermatozóide com o óvulo, naturalmente, este possui tanto os genes do macho quanto os da fêmea. É a combinação ou agrupamento desses genes nos cromossomos que determina os caracteres individuais que serão transmitidos aos filhos desses animais. No caso dos chifres, temos o gene ou fator “mocho” (ausência dos chifres) e o gene ou fator “chifrudo. Quando os genes do macho e da fêmea são iguais, dizemos que o filho é homozigoto e quando e quando são diferentes os genes do bode e da cabra, o filho será heterozigoto. Além disso, devemos levar em consideração que o fator ou gene “mocho” é dominante, isto é, quando está presente, embora associado a outro gene, o filhote será sempre mocho, pois o “P” domina o fator ou gene “p”. Portanto, temos as seguintes composições e resultados:
– PP (macho e fêmea mochos) = filho mocho homozigoto – Pp (macho mocho e fêmea chifruda) = filho mocho heterozigoto – Pp (macho e fêmea chifrudos) = filho chifrudo homozigoto.

Portanto, a única fórmula genética possível para obter um caprino chifrudo é “pp”, sem entrar nenhum fator “P”, seja do macho ou da fêmea. Assim sendo, se o macho e a fêmea forem chifrudos, todos os filhotes nascem chifrudos. Quando, porém, o caprino é mocho, isto pode significar que ele é homozigoto (PP) ou heterozigoto (Pp), devido à presença do fator “P”, que é dominante.

Os cabritinhos nascem sem chifres, mas eles “aparecem” em uma semana a um mês, no máximo. Começam como um “botão” córneo, móvel, que logo depois se fixam bem firme ao crânio e começam a se desenvolver. Os chifres são formados por um prolongamento do osso frontal, formando uma cavilha equipada de artérias, veias e nervos, além de ser recoberta por uma camada coriácea com a espessura de 4mm e que se prolonga ao redor das bases dos chifres.

É importante lembrar que o gene “P” (mocho) reveste-se de grande importância para os criadores, pois ele pode ser portador de um fator “esterilidade” e, por esta razão, devemos evitar animais PP (mochos homozigotos) na criação.

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