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A saúde e a resistência dos coelhos

A saúde e a resistência dos coelhos, DESTAQUES 11 de outubro de 2018

A saúde e a resistência dos coelhos

Muita gente pergunta ou afirma que os coelhos são animais fracos, muito sujeitos a doenças e que a elas não resistem. Nada mais errado! Os coelhos são tão sujeitos às doenças tanto quanto quaisquer outros animais e tão ou mais resistentes a elas, quanto eles.

O número de doenças que os ataca não é maior ou menor do que o de moléstias que atacam os outros animais. Também quanto a gravidade das doenças, as que atacam os coelhos não são nem mais nem menos perigosas do que as que atacam as outras espécies. Podemos afirmar que tanto quanto os coelhos, todas as espécies têm suas doenças leves, sem importância e as graves, mortais ou incuráveis, tanto sob a forma endêmica quanto epidêmica.

Os coelhos têm, por exemplo, a pasteurelose, a mixomatose e a coccideose que são doenças graves mas controláveis, havendo eficientes recursos para o seu combate: soros, vacinas e medicamentos.

As galinhas têm a pasteurelose, a neurolinfomatose, as doenças respiratórias, a “pipoca” (epitelioma contagioso), etc. Os bovinos são atacados pela aftosa, o carbúnculo verdadeiro, a manqueira (carbúnculo sintomático), a raiva, etc. Os cavalos sofrem a anemia, o mormo, o garrotilho, a raiva e outras moléstias. Os suínos estão sujeitos a contrair a peste suína, a peste suína africana, a aftosa, etc.

Pelo mencionado, qualquer criador pode chegar à conclusão de que todas as espécies são atacadas por doenças graves, tanto quanto os coelhos e que os meios existem para combatê-las, tanto nos coelhos quanto nos outros animais. Portanto, se o criador tomar, em seu coelhário, as medidas de higiene e profilaxia das doenças, mantiver seus animais em boas instalações e lhes proporcionar uma alimentação racional, dificilmente terá problemas com as doenças.

Quando, porém, aparecer alguma doença, se o cunicultor tomar as medidas adequadas, o seu combate será grandemente facilitado pela resistência dos coelhos e a existência de meios para combater esses males.

Ninguém pode dizer que não cria coelhos porque são animais fracos e , portanto, não deverá deixar de criar esses animais com medo das doenças que os atacam, pois há defesa e “remédios” contra elas. É sempre importante o criador contar com a assessoria de um bom profissional da área, como um médico veterinário, que possa orientá-lo no que diz respeito às medidas preventivas e, também, que possa diagnosticar um ou mais animais doentes na criação. Isso é muito importante para que as providências de combate a essa doença sejam tomadas o mais rápido possível, impedindo assim que outros animais sejam contaminados e que o criador tenha prejuízos.

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