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As raças caprinas

As raças caprinas, DESTAQUES 4 de outubro de 2018

As raças caprinas

As raças caprinas, tanto quanto de qualquer outro animal, podem ser naturais, ou artificiais, também conhecidas como aperfeiçoadas ou melhoradas. As raças naturais costumam ser as mais resistentes, mais rústicas, e não sofreram intervenção do homem. Já as raças melhoradas ou aperfeiçoadas foram obtidas pelo homem, que orientou sua formação dentro de critérios pré-estabelecidos, mas sempre com o objetivo de obter produções de acordo com as suas necessidades, conveniência.

No caso dos caprinos, as raças aperfeiçoadas conseguiram resultados práticos e produtivos, como o aumento de peso, tamanho e produção leiteira, maior precocidade, melhor conversão alimentar, melhorias na sua conformação, etc. Desta forma, como definição, podemos dizer que as raças melhoradas ou aperfeiçoadas são aquelas nas quais as funções zootécnicas ou de produção atingem um elevado padrão.

Troncos

As raças de cabras estão reunidas em 3 troncos distintos, sendo aceitas as subdivisões que se seguem:

Tronco europeu: neste tronco, encontramos as raças do sub-tronco europeu alpino, com as raças alpinas, saanen e toggenburg. Além das raças alpinas, temos as raças do tronco pirenaico, como a pointevine, murciana e as raças portuguesas.

Tronco asiático: com as raças angorá, cachemira e tibetana.

Tronco africano: com a raça nubiana

Estes são considerados os troncos básicos, com suas principais raças. No entanto, existem outras raças dentro de cada um desses troncos e, ainda, algumas raças criadas à partir de cruzamentos entre animais de raças de diferentes troncos.

Os caprinos no Brasil

Podemos dividir os caprinos no Brasil, basicamente, em três grupos bem distintos:

 

1º grupo: dele fazem parte os caprinos denominados nativos, descendentes de caprinos trazidos pelos colonizadores portugueses e, mais tarde, pelos espanhóis e franceses e representam uma grande parte do rebanho brasileiro. Caracterizam-se por sua baixa produção leiteira , que atinge de 300 a 500 gramaspor dia, mas produzem um excelente couro. As raças deste grupo são as brasileiras, entre as quais temos: canindé, moxotó, marota, repartida, etc. Todas as raças desse grupo são de pequeno porte, baixo peso e pouco leite.

 

2º grupo: é formado por raças importadas mais recentemente, pelo Brasil. São melhores produtoras de leite do que as do grupo anterior. Entre elas, temos as raças anglonubiana, jamnpary e buhy.

 

3º grupo: é formada pelas raças leiteiras introduzidas em nosso País há, relativamente, pouco tempo. Temos, entre elas, as raças saanen, toggenburg, parda alpina, branca alemã, parda alemã, etc.

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