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Caprinos – Métodos de Identificação

Caprinos - Métodos de Identificação, DESTAQUES 8 de outubro de 2018

Caprinos – Métodos de Identificação

Para que o criador possa ter realmente uma criação bem organizada e lucrativa, é necessário que possa identificar os seus caprinos, pois só assim poderá escolher os melhores e julgá-los como reprodutores ou produtores.


A identificação de cada um deles é fator básico para a seleção, pois em uma criação comercial ou racional é necessário que se tenha as anotações das datas de nascimento, número do registro de reprodutores, sexo, peso, produção, fecundidade, resultado das coberturas, prolificidade das fêmeas, caracteres morfológicos, genéticos, etc., pois são dados importantes que devem figurar na ficha individual dos animais selecionados.

Sem identificação, não são possíveis a seleção e o emprego dos métodos de criação. Essa identificação pode ser feita pelo método natural ou por métodos artificiais, como verificaremos a seguir.

Método natural

Seus resultados são relativos, porque os animais são reconhecidos por suas características individuais como cor, tamanho, conformação, tipo de orelha, formato ou ausência dos chifres, defeitos, cicatrizes, etc., o que é notado, em geral, somente pelas pessoas que lidam diretamente com os animais. Seu valor, portanto, é relativo.

Métodos artificiais


O criador pode lançar mão de métodos artificiais provisórios, que são os anéis, botões ou passadores, ou métodos permanentes, ou seja, a tatuagem e os cortes (método australiano, muito usado em suínos). Todos esses métodos permitem uma identificação precisa de cada caprino.

Os cortes (método australiano) são dados nas bordas e vértices das orelhas. Não o aconselhamos porque, além de dolorosos, são considerados defeitos e desqualificam os animais que entram em concursos.

O método australiano é feito por meio de piques nas orelhas, sendo que cada um deles representa 1 algarismo. Com ele podemos ir até o número 1559.

Os anéis podem ser metálicos ou plásticos e devem ser fixados à orelha do animal. Podem ser de qualquer cor mas é necessário que contenham números e letras que identifiquem os caprinos e seus donos. É um bom método de identificação.

O uso de botões ou ilhoses exige que, antes de colocá-los, seja furada a orelha para que, pelo orifício, sejam colocados os passadores que os fixam.

Existem, ainda, chapas fixadas por meio de grampos, mas não as aconselhamos. Temos, também, os brincos, em geral de material plástico. Para colocá-los, pegamos um alicate especial, furamos a orelha do animal e, ao mesmo tempo, colocamos o brinco. Pode ser colocado desde o dia do nascimento do cabritinho. Nele são gravados os elementos para a identificação do animal. Outro método de identificação é a coleira, feita, em geral, de couro e tendo nela, gravados a fogo, todo todos os dados para a identificação do animal. Existem outros métodos de identificação, que não são tão práticos ou interessantes para os criadores.

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