Maior produção de açúcar pode abrir espaço para produção de biocombustível a partir do cereal, além de sustentar as cotações
O cenário é incerto para os produtores brasileiros de etanol de milho nos próximos meses. Se por um lado o atraso na safra de cana-de-açúcar e o alto volume de açúcar vendido antecipadamente indicam que a oferta do biocombustível será limitada, sustentando os preços em plena safra, o aumento nas medidas restritivas para conter a transmissão do novo coronavírus nas últimas semanas indicaria uma retração na demanda por combustíveis.
“No ano passado, exatamente quando a safra (de cana-de-açúcar) começou (em abril), a demanda desapareceu. E acho que podemos estar observando uma repetição disso”, diz o especialista de Açúcar e Etanol do Rabobank Brasil, Andy Duff. “Mas não sabemos qual será a reação da população e até que ponto a mobilidade vai ser reduzida. Ou por quanto tempo isso vai durar”, ressalva.
O CEO da …

