USDA reduz previsão para safra de soja dos EUA e eleva a do Brasil

Técnicos do governo americano elevaram expectativa de preço médio da safra americana para acima de US$ 9 por bushel

Depois de elevar em quase 8 milhões de toneladas sua estimativa para a safra local de soja 2020/2021 em agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou a prvisão para baixo no Relatório Mensal de Oferta e Demanda Mundial (Wasde, na sigla em inglês) de setembro, divulgado nesta sexta-feira (11/9). O número passou de 120,42 milhões para 117,38 milhões de toneladas.

Os técnicos revisaram para baixo também a estimativa de consumo interno de soja nos Estados Unidos, de 63,14 milhões para 63,07 milhões e manteve a perspectiva de exportações em 57,83 milhões de toneladas. Com a revisão para baixo na produção e também nos estoques iniciais da safra 2020/2021, o USDA reduziu também sua estimativa para estoques finais da temporada, de 16,59 milhões para 12,52 milhões de toneladas.

“Os preços da soja e de seus produtos tem projeções maiores para 2020/2021. O valor médio da soja dos Estados Unidos para a temporada é projetado em US$ 9,25 por bushel, aumento de US$ 0,90 em relação a um mês atrás”, diz o relatório.

Ao mesmo tempo em que reduziu o número para a produção americana, o USDA corrigiu para cima sua estimativa para a safra brasileira de soja no ciclo 2020/2021. Passou de 131 milhões para 133 milhões de toneladas, mantendo o Brasil como maior produtor global. O consumo interno foi revisado de 47,25 milhões para 48,15 milhões de toneladas e a exportações de 84 milhões para 85 milhões de toneladas na temporada 2020/2021. Desta forma, o Brasil deve terminar a safra com estoques de 19,68 milhões de toneladas de soja.

“A previsão para a soja do Brasil e 2020/2021 foi elevada em 2 milhões de toneladas, para 133 milhões, principalmente pelo aumento de área, com produtores encontrando preços mais fortalecidos e taxas de câmbio mais competitivas para o plantio”, justificam os técnicos do USDA, no relatório mensal.

Já em relação à Argentina, o relatório do USDA mantém a estimativa de produção de soja em 53,5 milhões de toneladas e a de exportações em 7,5 milhões. No entanto, reduziu o consumo interno previsto no país, de 50,2 milhões para 49,2 milhões de toneladas. Vindos de estoques iniciais de 26,4 milhões de toneladas, os argentinos devem encerrar a safra 2020/2021 com reservas de 27,2 milhões de toneladas.

Em nível global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revisou a estimativa de produção de 370,4 milhões para 369,74 milhões de toneladas de soja. O consumo doméstico passou de 367,9 milhões para 360,07 milhões de toneladas e as exportações, de 165,49 milhões para 166,34 milhões de toneladas. O mundo deve encerrar a safra 2020/2021 com 93,59 milhões de toneladas de soja em estoque.

“Os estoques finais globais foram reduzidos em função de estoques mais baixos nos Estados Unidos parcialmente compensados por maiores estoques em outros países, particularmente na Argentina e no Brasil”, diz o relatório.

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11 de setembro de 2020 18:01

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