Bebida pode ajudar no tratamento de alcoolismo e depressão, mas com uso moderado

Bebida pode ajudar no tratamento de alcoolismo e depressão, mas com uso moderado

Depois da dupla “feijão e arroz”, é provável que a combinação “café e pão” seja a segunda mais famosa no cenário gastronômico brasileiro, levando em consideração a popularidade da bebida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nutrologia, o consumo nacional anual beira 13 milhões de sacas (o dobro da década de 90) e tende a crescer ainda mais. Atualmente, estima-se que apenas um brasileiro consome, em média, 1.200 xícaras de café ao ano.

Qual o segredo de tamanho sucesso? Há quem justifique a opção do café de todas as manhãs não apenas pelo sabor e aroma da bebida, mas também por seus benefícios para a saúde. Já existem estudos que apontam o café como um coadjuvante a ser utilizado com sucesso no tratamento de alcoolismo, bronquite asmática, obesidade e ainda como diurético devido à presença e à ação da cafeína – substância estimulante, que pertence ao grupo dos compostos das tri-metil-xantina – e, também, à presença e ação dos ácidos clorogênicos.

Tais substâncias fazem parte da composição química e nutricional do café e atuam no sistema nervoso, produzindo um estado de alerta, porém a duração depende da individualidade biológica de cada um. “É por essa mesma razão que ele pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de depressão, fazendo com que o paciente se sinta mais animado e revigorado”, diz Hilda Barros, professora do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

No entanto, adverte a nutricionista, a “bebida não faz milagres” e pode, sim, causar efeitos desagradáveis quando consumida em excesso. “Esses efeitos variam de pessoa para pessoa, conforme o organismo de cada um reage às substâncias encontradas na bebida de café em infusão.”, afirma.

Para desfrutar da bebida com prazer e sem ter complicações, alerta a especialista, o ideal é não ultrapassar o limite de 150 ml a 200 ml de café ao dia, distribuídos em três porções: uma de manhã e as outras duas ou três no início e até o final da tarde, dando um espaço de tempo de ao menos uma hora entre uma tomada e outra. “Basta ter bom senso e procurar não ingerir toda a quantidade permitida de uma só vez. Além disso, pessoas com problemas de sono devem tomar a última dose até às 17h”, recomenda a professora.

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20 de dezembro de 2018 19:05

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